sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Quanto a mim?

Arrebatada demais pra dormir. Fiquei olhando vocês dois dormindo e me sentindo,

enfim,

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

é bobo

'não, não vem'





mas queria

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Voltando da sua casa ontem

reparei que eu tinha ficado lá.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

é e

quarta-feira, 20 de julho de 2011

foi o pedido inusitado

que me arrebatou.

-dorme comigo?

deitei. mas o coração sorria tanto

quinta-feira, 14 de julho de 2011

'tecnologia aproxima as pessoas',

é o que eles dizem.
Mas te ver ali naquele quadradinho...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

tá assim..

tudo estático.
aí você chega
e o bip bip bip começa.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

me encontra.

marquei o X

é que

descobri que gosto mais de mim aí,

o mais perto que consegui chegar até agora foi o é'.


falta tão pouco.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

internet

aí decidi: não te ligo mais.
perco teclados quando o faço.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Porque te chamo assim?

... se com certeza você nem lembra de mim.

quinta-feira, 3 de março de 2011

e o vestido ensopado do teu cheiro,
enrolado na mochila
me abre um sorriso.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

já não cabo em mim.
explodo.
pedaços que não se dissolvem.
o clichê de 'doer tanto que nem mais sinto' funciona.

só salvo. não posto.



minto.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Quacquac

Há o lago.
E dois patos nele.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Take the Big King down

e vem aquele im/pul-so. (pul-so. pul-so.pul-so)
escrevo.
arrependo.
deleto.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Farsa

Ele segue fingindo ser o que já é.

domingo, 11 de julho de 2010

manhã

E na primeiria inspiração consciente sinto teu cheiro
Há você no lençol.
não lavei, lembro.
trouxe ele (e você)

vem o quase-arrepio
a vontade de te tocar
sentir a expiração esfumaçada
sua cera pingando

as imagens narcisistas
-porque são eles, os reflexos, que tanto são vaidosos-
os aromas e sabores

levanto.
tomo banho
a calcinha pinga no box.




-agora sim, é você.

sábado, 26 de junho de 2010

Rêve

fechei os olhos e você estava lá.
não naquela babaquice de todo em branco puro-liso, mas ainda sim perfeito, com suas imperfeições.
já não sei mais se perfeito ou não, mas era você.
não te notei. você que veio.
me puxou, me deu um abraço. eu retribuí.
você me abraçava forte, em troca nem te apertava, meus braços estavam só ali em sua volta. não que não te quisesse, mas fazia parte da convivência. aqueles abraços se repetiam tanto.
mas notei. fui atingida, de súbito: era você. era VOCÊ. e já não queria mais te largar.
se você estivesse no branco puro-liso, agora teria trocado de cor. estaria no vermelho, vestido de saudade. e eu junta, inundada na cor do sangue . era VOCÊ.
o sal atingiu minha boca. e dela só saía: "é você... você...você!"
e a consciência bateu, porque era essa a primeira vez. e você desapareceu.
acordo com travesseiro ensopado, e o gosto forte de sal na boca.



E um rio carregado de saudade corre na minha veia

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Nada sou

[Matisse - Woman Reading, 1894 ]


Não sou nada, sempre serei nada.

Escrevo em vermelho carmim, cor das verdades eternizadas.
Sinto o gosto da derrota, e ele me pertence.
Não sou nada, sempre serei nada.